sábado, 04 de setembro de 2010
 
   
 

1) Os Implantes Cocleares caracterizam-se como próteses computadorizadas, inseridas cirurgicamente na cóclea. Desta maneira, é correto afirmar que:

a) Este dispositivo de sofisticada tecnologia tem como o objetivo substituir parcialmente as funções do Órgão de Corti, fornecendo impulsos elétricos para a estimulação direta das fibras neurais remanescentes da cóclea.
   
b) O Implante Coclear é capaz de fornecer amplificação sonora aos indivíduos portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau profundo.
Os impulsos elétricos gerados pelos dispositivos do implante coclear não amplificam o som. Estude novamente a diferença do implante coclear e o aparelho de amplificação sonora.
   
c) O implante coclear caracteriza-se como um poderoso e efetivo recurso utilizado na cura da surdez.
O que ocorre no caso do implante é que este é um recurso eletrônico para o deficiente auditivo, capaz de beneficiar o desenvolvimento da audição e da linguagem. No entanto, a surdez permanece. Estude melhor como funciona o implante.
   
d) O benefício mais relevante proporcionado pelo implante coclear é a possibilidade de amplificação dos sons de fala de freqüências altas.
A estimulação elétrica de diferentes regiões da cóclea fornecida pelo IC permite ao usuário o reconhecimento dos sons de fala com mais facilidade. Vale a pela estudar novamente a diferença entre o implante coclear e o aparelho de amplificação sonora.
   
  Para mais informações, consulte: www.cochlear.com. e www.medel.com.
   

2) Em relação ao funcionamento do implante coclear, este dispositivo é constituído por dois componentes: um interno e outro externo. Para que todo o sistema funcione, propiciando ao usuário a sensação de audição, faz-se necessário:

a) um microfone para captação do som, um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos na cóclea.
   
b) um microfone para captação do som e um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico.
Para que a informação advinda do IC possa ser interpretada pelo córtex cerebral, o sinal acústico deve ser captado pelo microfone do equipamento e codificado em sinais elétricos pelo processador de fala. Um sistema de transmissão faz-se necessário para que os sinais decodificados sejam enviados ao componente interno do dispositivo e desta maneira, transmitidos aos eletrodos intracocleares. Estude novamente o funcionamento do implante coclear.

Literatura sugerida para resolver melhor esta questão:


BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear. In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761
Visite: www.medel.com
   
c) um processador de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos na cóclea.
As informações acústicas devem ser captadas pelo microfone do equipamento para serem codificadas em sinais elétricos pelo processador de fala. A partir deste momento, os sinais elétricos serão enviados por meio do sistema de transmissão para o feixe de eletrodos. Estude novamente o funcionamento do implante coclear e seus componentes externos.

Literatura sugerida para resolver melhor esta questão:


COSTA, O. A.; BEVILACQUA, M. C.; AMANTINI, R. C. B.; LÂMONICA NETO, D.. Implante coclear em adultos. In: Campos, C. A. H.; Costa, H. O. Ol. (Org.). Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo, 2003, v. 2, p. 278-289
   
d)

um microfone para captação do som e um sistema de transmissão capaz de enviar os sinais decodificados para o feixe de eletrodos inseridos na cóclea.
As informações acústicas captadas pelo microfone do equipamento necessitam ser codificadas em sinais elétricos pelo processador de fala para que serem transmitidas e processadas pelo receptor-emissor interno. Os impulsos elétricos processados pelo receptor-emissor interno serão enviados a eletrodos intracocleares específicos.

Literatura sugerida para esta resolver melhor esta questão:


BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças. In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77

   

3) A indicação do implante coclear em crianças deve ser realizada de maneira criteriosa por uma equipe interdisciplinar. Na população infantil atualmente, são considerados candidatos preferenciais ao uso do IC:

a) Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau profundo a partir dos 12 meses de idade.
   
b) Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau profundo a partir dos 24 meses de idade.
A indicação cirúrgica do IC em crianças portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau profundo deve ocorrer o mais precocemente possível, para que o impacto da privação sensorial nos primeiros anos de vida seja minimizado por meio da utilização da estimulação elétrica advinda do IC. Estude melhor os critérios de indicação do implante coclear.

Literatura sugerida para esta questão:


BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear. In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761
   
c) Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau severo a partir dos 36 meses de idade.
Em crianças portadoras de deficiência auditiva neurossensorial de grau severo, a indicação cirúrgica deverá ocorrer após o período de validação da efetividade do uso do AASI para o desenvolvimento das habilidades de audição e linguagem. A estreita relação existente entre o tempo de privação sensorial e os possíveis resultados obtidos com o uso do IC deve ser considerada, não sendo necessário tempo de uso de AASI demasiadamente longo. Na deficiência auditiva severa a indicação cirúrgica pode ser realizada a partir dos 24 meses de idade.

Literatura sugerida para esta questão:


BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças. In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77
   
d)

Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau profundo que não realizaram testes com aparelho de amplificação sonora individual.
A indicação cirúrgica do IC deverá ocorrer após um período de testes com dispositivos eletrônicos auxiliares, capazes de minimizar o impacto da deficiência auditiva no desenvolvimento da criança.

Literatura sugerida para esta questão:


BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças. In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77

   

4) Durante o mapeamento e balanceamento dos eletrodos, o fonoaudiólogo deverá determinar os ajustes necessários para que o processador de fala seja capaz de converter de maneira efetiva a informação acústica em uma área dinâmica de corrente elétrica adequada para cada eletrodo. A escolha do modo de estimulação dos eletrodos corresponde à localização do eletrodo indiferente (referência) em relação ao eletrodo ativo (estimulado). Com relação aos modos de estimulação, é correto afirmar:

a) No modo monopolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência é colocado de maneira extracoclear.
   
b) No modo bipolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência é colocado de maneira extracoclear.
A estimulação bipolar é caracterizada como o modo de estimulação capaz de concentrar grande parte da energia em uma região específica da cóclea. Estude novamente as características do modo de estimulação bipolar.
   
c) No modo monopolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência é colocado de maneira extracoclear, requerendo desta maneira um maior nível de corrente elétrica.
A utilização do eletrodo referência localizado de maneira extracoclear no modo de estimulação monopolar, possibilita uma estimulação mais difusa, na qual uma quantidade menor de corrente elétrica pode ser utilizada.
Estude novamente as características do modo de estimulação monopolar.
   
d)

No modo monopolar um sinal diferente é enviado para um par de eletrodos situados em regiões próximas.
No modo de estimulação monopolar o eletrodo ativo, ou seja, aquele que será estimulado, é selecionado no feixe de eletrodos intracocleares enquanto que o eletrodo indiferente (referência) encontra-se localizado de maneira extracoclear.

Literatura sugerida para esta questão:


BEVILACQUA MC. - Implante Coclear Multicanal: uma alternativa na habilitação de crianças surdas. Bauru, 1998 – Tese de Livre Docência. Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo

   

5) Na programação do IC, a escolha do número de canais utilizados, representa:

a) o número de filtros independentes de informação do sinal, que são liberados, em paralelo, no ouvido interno.
   
b) a maneira pela qual o eletrodo referência encontra-se localizado em relação ao eletrodo estimulado.
A determinação do número de canais a ser utilizado na programação do IC define o local (região) em que ocorrerá a estimulação.
Consulte o tópico referente aos parâmetros utilizados na programação do IC.
   
c) quantidade de contatos elétricos inseridos na cóclea
O número de contatos elétricos deve ser diferenciado do número de canais utilizados na programação do IC.
Vale a pena revisar o referente aos parâmetros utilizados na programação do IC.
   
d)

número de eletrodos ativados ao longo do feixe de eletrodos.
Para a compreensão das propriedades eletrônicas relacionadas ao funcionamento do IC, a diferenciação entre contatos elétricos e locais de estimulação deve ser realizada.

Literatura sugerida para esta questão:


BEVILACQUA MC. - Implante Coclear Multicanal: uma alternativa na habilitação de crianças surdas. Bauru, 1998 – Tese de Livre Docência. Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo

   

6) Na programação do processador de fala, medidas psicofísicas devem ser registradas por meio de técnicas subjetivas e objetivas. No que se refere às técnicas subjetivas, ou comportamentais, para o registro de medidas psicofísicas, é correto afirmar:

a) O nível T representa o limiar de estimulação elétrica e é definido como o nível mínimo de estimulação elétrica necessária para eliciar uma sensação auditiva.
   
b) O nível C representa o limiar de desconforto do usuário para estimulação elétrica.
A área dinâmica para a utilização da estimulação elétrica em usuários de IC deve estar compreendida entre o menor nível de estimulação capaz de causar uma sensação auditiva e o nível de maior conforto do estimulo elétrico para o paciente.
   
c)

Os níveis T e C permanecem fixos durante todo o acompanhamento para mapeamento e balanceamento dos eletrodos.
Existe uma variação dos níveis T e C, principalmente no primeiro uso do dispositivo. De acordo com o tempo de uso do IC, diferentes ajustes e parâmetros podem ser modificados utilizados na programação do dispositivo.

Literatura sugerida para esta questão:


BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças. In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77

   
d)

Os níveis T e C não se modificam diante de mudanças na estratégia de codificação da fala.
A maneira pela qual os sinais acústicos de entrada, captados pelo microfone, serão processados ou codificados em sinais elétricos influencia os resultados obtidos na avaliação de medidas psicofísicas.

Literatura sugerida para esta questão:


COSTA, O. A.; BEVILACQUA, M. C.; AMANTINI, R. C. B.; LÂMONICA NETO, D.. Implante coclear em adultos. In: Campos, C. A. H.; Costa, H. O. Ol. (Org.). Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo, 2003, v. 2, p. 278-289

BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear. In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761.

   
  Para mais informações, consulte: www.cochlear.com. e www.medel.com.
   

7) Os resultados encontrados em usuários de implante coclear recebem interferência de diversos fatores e isto pode justificar a variabilidade dos resultados entre a população implantada. Assim sendo, é correto afirmar que:

a) A etiologia da surdez, o tempo de privação sensorial, o envolvimento a família, além dos recursos existentes para o processo de (re) habilitação na cidade de origem caracterizam-se como fatores determinantes para a indicação do IC.
   
b) Os resultados obtidos nos estudos por imagem (ressonância magnética e tomogragia computadorizada) caracterizam-se como fatores secundários durante o processo de indicação cirúrgica do IC.
No momento da avaliação pré- cirúrgica dos candidatos ao IC, os estudos por imagem possibilitam a avaliação da permeabilidade para a inserção total ou parcial dos eletrodos e o diagnóstico de malformações ou patologias que impeçam o procedimento cirúrgico.
   
c)

O nível sócio econômico do candidato ao IC caracteriza-se como fator determinante no início do processo de indicação cirúrgica do IC.
A avaliação dos candidatos é multifatorial, sendo que aspectos anatômicos e fisiológicos dos candidatos ao IC determinam inicialmente a indicação do IC, seguidos dos aspectos psicosociais.

   
d)

Após a ativação dos eletrodos do IC, não se faz necessário acompanhamento terapêutico fonoaudiológico, uma vez que por si só, a estimulação elétrica advinda do IC é capaz de contribuir para o desenvolvimento das habilidades auditivas na população implantada.
Os usuários de IC necessitam aprender a ouvir com o dispositivo e à integrar a audição nas diversas situações do seu cotidiano, aumentando seus conhecimentos, suas experiências de vida, e adquirindo a linguagem oral por meio da via auditiva.

Leitura Sugerida para esta questão:


BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças. In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77

COSTA, O. A.; BEVILACQUA, M. C.; AMANTINI, R. C. B.; LÂMONICA NETO, D.. Implante coclear em adultos. In: Campos, C. A. H.; Costa, H. O. Ol. (Org.). Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo, 2003, v. 2, p. 278-289

BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear. In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761