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1)
Os Implantes Cocleares caracterizam-se como próteses computadorizadas,
inseridas cirurgicamente na cóclea. Desta maneira, é correto
afirmar que:
| a) |
Este dispositivo de sofisticada tecnologia tem como
o objetivo substituir parcialmente as funções do Órgão
de Corti, fornecendo impulsos elétricos para a estimulação
direta das fibras neurais remanescentes da cóclea. |
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| b) |
O Implante Coclear é capaz de fornecer amplificação
sonora aos indivíduos portadores de deficiência auditiva
neurossensorial de grau profundo. Os impulsos elétricos
gerados pelos dispositivos do implante coclear não amplificam
o som. Estude novamente a diferença do implante coclear e o
aparelho de amplificação sonora. |
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| c) |
O implante coclear caracteriza-se como um poderoso e efetivo recurso
utilizado na cura da surdez. O que ocorre no caso do implante
é que este é um recurso eletrônico para o deficiente
auditivo, capaz de beneficiar o desenvolvimento da audição
e da linguagem. No entanto, a surdez permanece. Estude melhor como
funciona o implante. |
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| d) |
O benefício mais relevante proporcionado pelo implante coclear
é a possibilidade de amplificação dos sons de
fala de freqüências altas. A estimulação
elétrica de diferentes regiões da cóclea fornecida
pelo IC permite ao usuário o reconhecimento dos sons de fala
com mais facilidade. Vale a pela estudar novamente a diferença
entre o implante coclear e o aparelho de amplificação
sonora. |
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Para mais informações, consulte: www.cochlear.com.
e www.medel.com. |
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2) Em relação ao funcionamento
do implante coclear, este dispositivo é constituído por
dois componentes: um interno e outro externo. Para que todo o sistema
funcione, propiciando ao usuário a sensação de audição,
faz-se necessário:
| a) |
um microfone para captação do som, um
processador de sinal para a conversão do sinal acústico
em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz
de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos
na cóclea. |
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| b) |
um microfone para captação do som e um processador
de sinal para a conversão do sinal acústico em sinal
elétrico.
Para que a informação advinda do IC possa ser interpretada
pelo córtex cerebral, o sinal acústico deve ser captado
pelo microfone do equipamento e codificado em sinais elétricos
pelo processador de fala. Um sistema de transmissão faz-se
necessário para que os sinais decodificados sejam enviados
ao componente interno do dispositivo e desta maneira, transmitidos
aos eletrodos intracocleares. Estude novamente o funcionamento do
implante coclear.
Literatura sugerida para resolver melhor esta
questão:
BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear.
In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado de
Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761
Visite: www.medel.com |
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| c) |
um processador de sinal para a conversão do sinal acústico
em sinal elétrico e um sistema de transmissão capaz
de enviar esses sinais para o eletrodo ou feixe de eletrodos inseridos
na cóclea.
As informações acústicas devem ser captadas
pelo microfone do equipamento para serem codificadas em sinais elétricos
pelo processador de fala. A partir deste momento, os sinais elétricos
serão enviados por meio do sistema de transmissão para
o feixe de eletrodos. Estude novamente o funcionamento do implante
coclear e seus componentes externos.
Literatura sugerida para resolver melhor esta
questão:
COSTA, O. A.; BEVILACQUA, M. C.; AMANTINI, R. C. B.; LÂMONICA
NETO, D.. Implante coclear em adultos. In: Campos, C. A. H.; Costa,
H. O. Ol. (Org.). Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo,
2003, v. 2, p. 278-289 |
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| d) |
um microfone para captação do som e um sistema
de transmissão capaz de enviar os sinais decodificados para
o feixe de eletrodos inseridos na cóclea.
As informações acústicas captadas pelo
microfone do equipamento necessitam ser codificadas em sinais elétricos
pelo processador de fala para que serem transmitidas e processadas
pelo receptor-emissor interno. Os impulsos elétricos processados
pelo receptor-emissor interno serão enviados a eletrodos
intracocleares específicos.
Literatura sugerida para esta resolver melhor
esta questão:
BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças.
In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia.
São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77
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3) A indicação
do implante coclear em crianças deve ser realizada de maneira criteriosa
por uma equipe interdisciplinar. Na população infantil atualmente,
são considerados candidatos preferenciais ao uso do IC:
| a) |
Crianças portadoras de deficiência auditiva
de grau profundo a partir dos 12 meses de idade. |
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| b) |
Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau
profundo a partir dos 24 meses de idade.
A indicação cirúrgica do IC em crianças
portadores de deficiência auditiva neurossensorial de grau profundo
deve ocorrer o mais precocemente possível, para que o impacto
da privação sensorial nos primeiros anos de vida seja
minimizado por meio da utilização da estimulação
elétrica advinda do IC. Estude melhor os critérios de
indicação do implante coclear.
Literatura sugerida para esta questão:
BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear.
In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado de
Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761 |
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| c) |
Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau
severo a partir dos 36 meses de idade.
Em crianças portadoras de deficiência auditiva neurossensorial
de grau severo, a indicação cirúrgica deverá
ocorrer após o período de validação da
efetividade do uso do AASI para o desenvolvimento das habilidades
de audição e linguagem. A estreita relação
existente entre o tempo de privação sensorial e os possíveis
resultados obtidos com o uso do IC deve ser considerada, não
sendo necessário tempo de uso de AASI demasiadamente longo.
Na deficiência auditiva severa a indicação cirúrgica
pode ser realizada a partir dos 24 meses de idade.
Literatura sugerida para esta questão:
BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças.
In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia.
São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77 |
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| d) |
Crianças portadoras de deficiência auditiva de grau
profundo que não realizaram testes com aparelho de amplificação
sonora individual.
A indicação cirúrgica do IC deverá
ocorrer após um período de testes com dispositivos
eletrônicos auxiliares, capazes de minimizar o impacto da
deficiência auditiva no desenvolvimento da criança.
Literatura sugerida para esta questão:
BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças.
In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia.
São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77 |
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4) Durante o mapeamento e balanceamento
dos eletrodos, o fonoaudiólogo deverá determinar os ajustes
necessários para que o processador de fala seja capaz de converter
de maneira efetiva a informação acústica em uma área
dinâmica de corrente elétrica adequada para cada eletrodo.
A escolha do modo de estimulação dos eletrodos corresponde
à localização do eletrodo indiferente (referência)
em relação ao eletrodo ativo (estimulado). Com relação
aos modos de estimulação, é correto afirmar:
| a) |
No modo monopolar eletrodos isolados e selecionados
no feixe de eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo
de referência é colocado de maneira extracoclear. |
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| b) |
No modo bipolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de eletrodos
intracocleares são ativados e um eletrodo de referência
é colocado de maneira extracoclear.
A estimulação bipolar é caracterizada como
o modo de estimulação capaz de concentrar grande parte
da energia em uma região específica da cóclea.
Estude novamente as características do modo de estimulação
bipolar. |
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| c) |
No modo monopolar eletrodos isolados e selecionados no feixe de
eletrodos intracocleares são ativados e um eletrodo de referência
é colocado de maneira extracoclear, requerendo desta maneira
um maior nível de corrente elétrica.
A utilização do eletrodo referência localizado
de maneira extracoclear no modo de estimulação monopolar,
possibilita uma estimulação mais difusa, na qual uma
quantidade menor de corrente elétrica pode ser utilizada.
Estude novamente as características do modo de estimulação
monopolar. |
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| d) |
No modo monopolar um sinal diferente é enviado para um
par de eletrodos situados em regiões próximas.
No modo de estimulação monopolar o eletrodo ativo,
ou seja, aquele que será estimulado, é selecionado
no feixe de eletrodos intracocleares enquanto que o eletrodo indiferente
(referência) encontra-se localizado de maneira extracoclear.
Literatura sugerida para esta questão:
BEVILACQUA MC. - Implante Coclear Multicanal: uma alternativa na
habilitação de crianças surdas. Bauru, 1998
– Tese de Livre Docência. Faculdade de Odontologia de
Bauru – Universidade de São Paulo |
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5) Na programação
do IC, a escolha do número de canais utilizados, representa:
| a) |
o número de filtros independentes de informação
do sinal, que são liberados, em paralelo, no ouvido interno. |
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| b) |
a maneira pela qual o eletrodo referência encontra-se localizado
em relação ao eletrodo estimulado.
A determinação do número de canais a ser
utilizado na programação do IC define o local (região)
em que ocorrerá a estimulação.
Consulte o tópico referente aos parâmetros utilizados
na programação do IC. |
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| c) |
quantidade de contatos elétricos inseridos na cóclea
O número de contatos elétricos deve ser diferenciado
do número de canais utilizados na programação
do IC.
Vale a pena revisar o referente aos parâmetros utilizados na
programação do IC. |
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| d) |
número de eletrodos ativados ao longo do feixe de eletrodos.
Para a compreensão das propriedades eletrônicas
relacionadas ao funcionamento do IC, a diferenciação
entre contatos elétricos e locais de estimulação
deve ser realizada.
Literatura sugerida para esta questão:
BEVILACQUA MC. - Implante Coclear Multicanal: uma alternativa na
habilitação de crianças surdas. Bauru, 1998
– Tese de Livre Docência. Faculdade de Odontologia de
Bauru – Universidade de São Paulo
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6) Na programação do processador
de fala, medidas psicofísicas devem ser registradas por meio de
técnicas subjetivas e objetivas. No que se refere às técnicas
subjetivas, ou comportamentais, para o registro de medidas psicofísicas,
é correto afirmar:
| a) |
O nível T representa o limiar de estimulação
elétrica e é definido como o nível mínimo
de estimulação elétrica necessária para
eliciar uma sensação auditiva. |
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| b) |
O nível C representa o limiar de desconforto do usuário
para estimulação elétrica. A área
dinâmica para a utilização da estimulação
elétrica em usuários de IC deve estar compreendida entre
o menor nível de estimulação capaz de causar
uma sensação auditiva e o nível de maior conforto
do estimulo elétrico para o paciente. |
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| c) |
Os níveis T e C permanecem fixos durante todo o acompanhamento
para mapeamento e balanceamento dos eletrodos.
Existe uma variação dos níveis T e C, principalmente
no primeiro uso do dispositivo. De acordo com o tempo de uso do
IC, diferentes ajustes e parâmetros podem ser modificados
utilizados na programação do dispositivo.
Literatura sugerida para esta questão:
BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças.
In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia.
São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77 |
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| d) |
Os níveis T e C não se modificam diante de mudanças
na estratégia de codificação da fala.
A maneira pela qual os sinais acústicos de entrada, captados
pelo microfone, serão processados ou codificados em sinais
elétricos influencia os resultados obtidos na avaliação
de medidas psicofísicas.
Literatura sugerida para esta questão:
COSTA, O. A.; BEVILACQUA, M. C.; AMANTINI, R. C. B.; LÂMONICA
NETO, D.. Implante coclear em adultos. In: Campos, C. A. H.; Costa,
H. O. Ol. (Org.). Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo,
2003, v. 2, p. 278-289
BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear.
In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado
de Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761. |
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Para mais informações, consulte: www.cochlear.com.
e www.medel.com. |
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7) Os resultados encontrados em usuários
de implante coclear recebem interferência de diversos fatores e
isto pode justificar a variabilidade dos resultados entre a população
implantada. Assim sendo, é correto afirmar que:
| a) |
A etiologia da surdez, o tempo de privação
sensorial, o envolvimento a família, além dos recursos
existentes para o processo de (re) habilitação na cidade
de origem caracterizam-se como fatores determinantes para a indicação
do IC. |
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| b) |
Os resultados obtidos nos estudos por imagem (ressonância
magnética e tomogragia computadorizada) caracterizam-se como
fatores secundários durante o processo de indicação
cirúrgica do IC. No momento da avaliação
pré- cirúrgica dos candidatos ao IC, os estudos por
imagem possibilitam a avaliação da permeabilidade para
a inserção total ou parcial dos eletrodos e o diagnóstico
de malformações ou patologias que impeçam o procedimento
cirúrgico. |
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| c) |
O nível sócio econômico do candidato ao IC
caracteriza-se como fator determinante no início do processo
de indicação cirúrgica do IC.
A avaliação dos candidatos é multifatorial,
sendo que aspectos anatômicos e fisiológicos dos candidatos
ao IC determinam inicialmente a indicação do IC, seguidos
dos aspectos psicosociais. |
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| d) |
Após a ativação dos eletrodos do IC, não
se faz necessário acompanhamento terapêutico fonoaudiológico,
uma vez que por si só, a estimulação elétrica
advinda do IC é capaz de contribuir para o desenvolvimento
das habilidades auditivas na população implantada.
Os usuários de IC necessitam aprender a ouvir com o dispositivo
e à integrar a audição nas diversas situações
do seu cotidiano, aumentando seus conhecimentos, suas experiências
de vida, e adquirindo a linguagem oral por meio da via auditiva.
Leitura Sugerida para esta questão:
BEVILACQUA MC, COSTA AO, MORET ALM. Implante coclear em crianças.
In: Campos CAH, Costa HOO, editores. Tratado de Otorrinolaringologia.
São Paulo: Roca; 2003. p. 268 – 77
COSTA, O. A.; BEVILACQUA, M. C.; AMANTINI, R. C. B.; LÂMONICA
NETO, D.. Implante coclear em adultos. In: Campos, C. A. H.; Costa,
H. O. Ol. (Org.). Tratado de Otorrinolaringologia. São Paulo,
2003, v. 2, p. 278-289
BEVILACQUA, M.C.; COSTA, O.A.; MARTINHO, A.C.F. Implante Coclear.
In Ferreria, L.P.; Befi-Lopes, D.M.; LMONGI, S. (org.). Tratado
de Fonoaudiologia. São Paulo, 2004. p. 751-761
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