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Para a indicação cirúrgica do implante coclear é
necessário que o indivíduo submeta-se a diferentes avaliações,
que fazem parte da etapa pré-cirúrgica e que serão
realizadas por médicos, fonoaudiólogas, assistentes sociais
e psicólogas com o objetivo de definir a indicação
do implante coclear.
Realizado o diagnóstico diferencial da deficiência auditiva,
torna-se de fundamental importância a seleção e indicação
do AASI, anteriormente à indicação do IC, com o intuito
de verificar-se os benefícios obtidos com o uso da amplificação
no que diz respeito às habilidades auditivas.
Nesta etapa além das avaliações dos aspectos funcionais
relativos à audição, da determinação
do tipo e grau da deficiência auditiva e da avaliação
com AASI, é fundamental o estudo por imagem (tomografia computadorizada
de cortes de 1 (um) milímetro de temporais nas posições
coronal e axial e ressonância magnética dos temporais em
3 D). A importância de estudos por tomografia computadorizada de
temporais com secções de 1mm de espessura, nas posições
coronais e axiais, para constatar malformações cocleares,
graus de ossificação labiríntica, principalmente
em surdez pós-meningite. A tomografia computadorizada de alta resolução
é útil para averiguar as estruturas ósseas do temporal,
sendo de uso limitado para o estudo das estruturas não-ósseas,
vias auditivas e tecido nervoso central. A ressonância magnética
dá informações adicionais quanto ao grau de fibrose
ou ossificação da cóclea e outras patologias do sistema
nervoso central (Meira et al, 1998; Arriaga, Carrier,1996; Nikolopoulos
et al,1997). A utilização da ressonância magnética
em pacientes implantados tem atraído a atenção de
vários autores, pois a presença do ímã no
dispositivo interno impediria a utilização deste importante
recurso diagnóstico.
A cirurgia do Implante Coclear é realizada para inserção
do dispositivo interno (receptor-estimulador e cabo com filamento de múltiplos
eletrodos).
Após a inserção dos eletrodos já é
possível a realização da telemetria de impedancio
dos eletrodos e telemetria de respostas neurais (testes que permitem avaliar
o funcionamento dos eletrodos na sala de cirurgia, ou seja, antes de fechar
a incisão). E a radiografia intra-operatória
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| Rx
na posição de Stenver's modificada, com
os eletrodos inseridos na cóclea. |
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Antes da cirurgia, é realizada a tricotomia de aproximadamente dois
dedos acima do ouvido.
Após a cirurgia, alguns cuidados são necessários, até
a alta médica completa, ou seja, no retorno para ativação,
entre eles: Manter
repouso no leito com a cabeça elevada a 30º nas primeiras 24
horas. Manter
posição lateral, não deitar do lado operado durante
15 dias. Não
molhar o curativo, não se deve lavar a cabeça nas duas primeiras
semanas, quando lavá-la colocar um tampão, o ouvido operado
não deverá ser molhado. Se
tiver necessidade de espirrar, fazê-lo de boca aberta e assoar delicadamente
o nariz usando soro fisiológico para a limpeza do mesmo.
Proibir
pegar peso e fumar. Evitar
bebida alcoólica e queda. Não
tomar sol durante 30 dias.
Geralmente, a cicatrização completa ocorre entre 3 e 5 semanas
após a cirurgia. No entanto durante este período, o indivíduo
é capaz exercer suas atividades normalmente.
Em condições ideais os pacientes permanecem de dois a três
dias no hospital após a realização da cirurgia.
Entre as complicações cirúrgicas descritas pela literatura
científica internacional em pacientes submetidos à cirurgia
para inserção do Implante Coclear incluem-se: •
paralisia facial;
• necrose tecidual no leito cirúrgico;
• extrusão dos eletrodos;
• mal posicionamento dos eletrodos;
• presença de zumbido;
• alterações vestibulares
na primeira semana do pós-operatório;
• e/ou defeito no componente interno.
Após a cicatrização cirúrgica, o paciente retornará
à equipe do Programa de Implante Coclear para ativação
dos eletrodos. É recomendado que a ativação dos eletrodos
ocorra aproximadamente, quatro semanas após a cirurgia.
O acompanhamento pós-cirúrgico dos pacientes usuários
do Implante Coclear é realizado por equipe interdistidisciplinar,
devendo atender a retornos periódicos para avaliação
otorrinolaringológica, mapeamento e balanceamento dos eletrodos,
audiometria em campo livre, testes de percepção de fala, orientação
fonoaudiológica, entre outros, de acordo com a necessidade e/ou etapa
do tratamento.
No momento da ativação e mapeamento dos eletrodos, serão
realizados os ajustes necessários para que o processador de fala
seja capaz de converter efetivamente a energia acústica em uma área
dinâmica elétrica adequada para cada eletrodo.
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